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Assembleia da República dá luz verde a plano de intervenção para a Floresta
“Floresta 2050, Futuro + Verde” foi aprovado na sessão parlamentar desta sexta-feira, com votos contra do PCP e PAN.
19 Set 2025 - 14:01
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Foto: Adobe stock/Hand Robot
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O plano do Governo “Floresta 2050, Futuro + Verde” foi aprovado em parlamento, nesta sexta-feira, com dois votos contra do PCP e PAN e as abstenções do Chega, Livre e JPP. A proposta visa o re-ordenamento do território e a remoção de obstáculos burocráticos, com a mobilização global de 6,5 mil milhões de euros até meados do século.
O financiamento será assegurado por fontes como o Orçamento de Estado ou o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O Governo prevê o investimento de 250 milhões de euros anuais, sendo que excepcionalmente entre 2026 e 2030 o esforço seja de 400 milhões por ano.
No debate parlamentar prévio desta quinta-feira, o secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, alertou para os riscos crescentes que as florestas portuguesas enfrentam, como os incêndios rurais, a proliferação de espécies invasoras e as alterações climáticas.
No mesmo plenário, o PAN e o Livre criticaram o facto de o plano não considerar soluções para os hectares de eucalipto abandonados. Inês de Sousa Real propôs “um Plano Nacional de Deseucaliptização com incentivos reais, justos, para os proprietários substituírem os eucaliptos por espécies autóctones e, com isso, recuperar mais de 100 mil hectares em áreas classificadas para uma gestão florestal sustentável”, como cita a agência Lusa.
Atualmente, a floresta ocupa um terço do território nacional e representa 1,4% do PIB e 1,5% do emprego no país. A proposta do Executivo consagra 19 medidas, 150 ações, e contou com a contribuição de mais de 400 intervenientes do setor.
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