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China modera plano climático e adia pressão para reduzir emissões
País promete reduzir intensidade de carbono em 17% até 2030, abaixo da meta anterior de 18% para 2025, mas evita medidas mais duras contra combustíveis fósseis.
05 Mar 2026 - 10:59
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Foto: Freepik
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A China anunciou um novo objetivo climático mais moderado para os próximos anos, reforçando que pretende atingir o pico das emissões de carbono antes de 2030, mas sem impor limites mais rígidos ao consumo de combustíveis fósseis.
O plano, segundo avança a Bloomberg, prevê uma redução de 17% na intensidade de carbono do PIB até ao final da década, ligeiramente abaixo do objetivo anterior de 18% definido para o período até 2025, meta que acabou por não ser totalmente cumprida.
“Trabalharemos de forma ativa, mas prudente, para atingir o pico das emissões de carbono e alcançar a neutralidade carbónica”, afirmou o primeiro-ministro Li Qiang nesta quinta-feira, durante a reunião anual do Congresso Nacional do Povo, o encontro anual de decisores políticos que definiu uma nova meta de crescimento económico mais modesta e reconheceu o aumento dos riscos geopolíticos.
Segundo Li, a China procurará equilibrar “o desenvolvimento económico e social, a transição verde e de baixo carbono e a segurança energética nacional”.
As autoridades evitaram estabelecer um limite rigoroso para as emissões totais do país e também não definiram datas-alvo para o pico do consumo de carvão e petróleo, destaca a Bloomberg. Esta estratégia mais cautelosa reflete o tom recente da política climática chinesa, que tem dado prioridade ao desenvolvimento de indústrias verdes em vez de cortes agressivos nas emissões.
Apesar de alguns sinais de progresso, como a possível queda de 0,3% nas emissões em 2025, especialistas alertam que o país continua a investir em novas centrais a carvão e em indústrias intensivas em carbono, o que mantém incertezas sobre a trajetória climática da maior fonte mundial de gases com efeito de estufa.
Segundo dados da Comissão Europeia, a China é o maior poluidor do planeta responsável por 29,2% das emissões de GEE. Os Estados Unidos são responsáveis por 11,1% e a Índia é responsável pela emissão de 8,2%. Estes três países são responsáveis por quase metade das emissões. O resto do mundo tem responsabilidade em 51,5% das emissões de GEE.
Segundo Lauri Myllyvirta, analista principal do Centre for Research on Energy and Clean Air, a abordagem da China é “expandir a energia limpa e as indústrias de tecnologia limpa, confiando na redução de custos e no aumento da oferta de energia limpa para reduzir as emissões, em vez de se focar em metas de emissões fortes e mensuráveis”.
À Bloomberg referiu que as decisões tomadas nos próximos cinco anos serão cruciais para determinar se a China conseguirá cumprir o prazo de emissões estabelecido por Xi Jinping e entrar numa trajetória que permita atingir emissões líquidas zero até 2060. A rapidez e intensidade com que o país reduzirá a sua enorme pegada climática também serão determinantes para as perspetivas globais de limitar os impactos do aquecimento global.
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