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Eletricidade de Moçambique cria sistema de resposta rápida a desastres naturais

O responsável pela EDM aponta as alterações climáticas como um dos principais desafios para o objetivo de eletrificação universal do país até 2030.

27 Ago 2026 - 15:34

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Foto: EDM Moçambique

Foto: EDM Moçambique

O presidente da estatal Eletricidade de Moçambique (EDM) anunciou hoje a criação de uma unidade de resposta rápida a desastres naturais, a poucas semanas da próxima época chuvosa no país, que decorre até abril.

“O que a empresa fez foi criar dentro da empresa uma unidade que possa responder a estas situações, chamamos unidade de resposta rápida a desastres naturais que se prepara ao longo do ano para poder responder a estas questões”, disse Joaquim Ou-Chim, em declarações aos jornalistas durante as celebrações do 49.º aniversário da EDM, em Maputo.

No evento, que marcou igualmente o lançamento oficial das comemorações dos 50 anos da empresa, a assinalar em 2027, o responsável apontou as alterações climáticas como um dos principais desafios para o objetivo de eletrificação universal do país até 2030.

Só na última época chuvosa, de outubro a abril últimos, a Electricidade de Moçambique registou prejuízos de dois milhões de euros, necessitando de 8,1 milhões de euros para repor as infraestruturas afetadas, conforme afirmou Joaquim Ou-Chim numa entrevista à Lusa, em março.

O presidente da EDM admitiu hoje que a empresa continua igualmente confrontada com dificuldades para assegurar o fornecimento de energia a 58 postos administrativos, devido à vandalização de equipamentos e ao roubo de energia.

“Em relação àquilo que nos espera é exatamente continuarmos a criar condições para que tenhamos o acesso universal, claro, mais uma vez combatendo aquilo que é a vandalização da infraestrutura e também o roubo de energia”, afirmou.

Segundo Joaquim Ou-Chim, a empresa prossegue a implementação de medidas para cumprir a meta governamental de acesso universal à eletricidade até 2030, num contexto em que a taxa nacional de eletrificação já atingiu 66,4%.

A EDM prevê realizar pelo menos 420 mil novas ligações até ao final de 2026, beneficiando cerca de dois milhões de pessoas. Apenas no primeiro trimestre deste ano foram efetuadas mais de 75 mil novas ligações, através da Rede Elétrica Nacional e de sistemas autónomos alimentados por centrais solares e mini-hídricas.

“O que nós precisamos é continuar a mobilizar recursos e também para que este processo de eletrificação tenha sucesso, precisamos de combater as perdas”, acrescentou, numa referência ao combate ao furto de energia e à vandalização de infraestruturas.

A empresa estatal pretende igualmente reforçar a utilização de plataformas digitais para melhorar a qualidade do serviço e aumentar a eficiência operacional.

“Precisamos de reduzir, por exemplo, o tempo médio de resposta em caso de avarias ou em caso de uma solicitação do cliente. Esse é o nosso desafio e contamos nós que apostando na tecnologia poderemos resolver esta questão”, acrescentou.

Por sua vez, o secretário permanente do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, António Manda, desafiou a EDM a aprofundar a aposta na modernização, eficiência e orientação para resultados, promovendo “elevados padrões de ética e responsabilidade institucional, incluindo a boa governação, a transparência e a prestação de contas”.

Dados da EDM indicam ainda que a Zambézia lidera os casos de roubo de material elétrico no país, seguida da província de Inhambane.

Em setembro do ano passado, a empresa contabilizou prejuízos de cerca de 17 milhões de meticais (227 mil euros) associados ao roubo e à vandalização de transformadores elétricos, tendo sido detidas pelo menos cinco pessoas em Nampula.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

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