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Friedrich Merz vai pedir à UE que abandone corte aos carros a combustão a partir de 2035
Chanceler alemão defende que é preciso manter opções tecnológicas abertas na indústria automóvel para conciliar competitividade e proteção climática.
28 Nov 2025 - 10:08
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Foto: LinkedIn de Friedrich Merz
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Foto: LinkedIn de Friedrich Merz
O chanceler alemão, Friedrich Merz, vai enviar uma carta à Comissão Europeia (CE) a solicitar que se mantenham abertas opções tecnológicas para a indústria automóvel além do previsto fim da venda de novos carros com motores a combustão em 2035, refere a agência Reuters.
“Trata-se, acima de tudo, de conseguir uma boa compatibilidade entre a competitividade e as exigências que colocamos à proteção do clima”, afirmou Merz numa conferência de imprensa sobre os resultados da reunião desta semana entre líderes da coligação.
Merz acrescentou que vai pedir à Comissão que continue a permitir, mesmo após 2035, veículos elétricos com bateria que também possuam motor a combustão, defendendo ainda que motores a combustão altamente eficientes também devem ser permitidos.
O alerta de Merz surge numa altura em que o presidente da Stellantis, John Elkann, advertiu que a indústria automóvel europeia poderá enfrentar um “declínio irreversível” caso a União Europeia não suavize as regras de redução de emissões de carbono. Elkann defendeu maior flexibilidade nas metas ambientais para permitir aos construtores manter a competitividade e acompanhar a transição energética sem comprometer a produção.
Entre as propostas apresentadas pela indústria estão a manutenção de híbridos plug-in, veículos com extensor de autonomia e combustíveis alternativos para além de 2035, assim como a adaptação das metas de redução de CO₂ de forma gradual e programas de incentivo à renovação de frotas. Segundo Elkann, estas medidas poderiam evitar o encerramento de fábricas e recuperar crescimento perdido, respondendo melhor às necessidades do mercado europeu.
A Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis indica que, embora o setor esteja a crescer, continua abaixo dos níveis pré-pandemia, e a transição para veículos de zero emissões mantém-se aquém do ritmo desejado.
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