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Gigantes da indústria agroalimentar pedem a Bruxelas para não adiar Lei da Desflorestação

Nestlé, Ferrero e outras multinacionais alertam que novo adiamento coloca em risco a preservação das florestas a nível global. E sublinham que se prepararam para a sua entrada em vigor no final de 2025.

06 Out 2025 - 09:33

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Foto: Pexels

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Grandes empresas do setor agroalimentar, incluindo a Nestlé, a Ferrero e a Olam Agri, alertaram Bruxelas de que os sucessivos atrasos na entrada em vigor da Lei da Desflorestação da União Europeia (UE) estão a colocar em risco a proteção das florestas em todo o mundo.

Numa carta enviada à comissária do Ambiente da UE, Jessika Roswall, à qual a Reuters teve acesso, empresas que operam nos setores do cacau, laticínios, borracha, madeira e outros, defenderam que regras claras são fundamentais para a competitividade das empresas europeias. Sublinhando que já estão a investir para cumprir as exigências do Regulamento Europeu de Desflorestação (EUDR), as signatárias garantem estar “no caminho certo para atingir o cumprimento integral das obrigações do EUDR até 31 de dezembro de 2025”.

Sublinham na carta que “as florestas correm risco com o atraso proposto, o que acelera os impactos das alterações climáticas e mina a confiança nos compromissos regulatórios da Europa”.

As empresas alertam ainda que qualquer alteração nesta fase apenas aumentaria a incerteza, prejudicaria os acionistas e criaria espaço para diluir as obrigações já estabelecidas.

Francesco Tramontin, vice-presidente de Assuntos Institucionais do Grupo Ferrero, destacou a importância da transparência nas cadeias de abastecimento como ferramenta essencial de gestão de riscos.

Recorde-se que recentemente a Comissão Europeia voltou a adiar a entrada em vigor do Regulamento por mais um ano, para entrar em vigor em dezembro de 2026, alegando que esta prorrogação se deve a problemas técnicos. “Temos preocupações relativamente ao sistema informático, dada a quantidade de informação que terá de ser carregada. Isso também nos dará tempo para analisar os diferentes riscos”, afirmou na altura Jessika Roswall.

A comissária rejeitou, contudo, qualquer ligação com as críticas dos Estados Unidos, que, a par de parceiros como o Brasil e a Indonésia, têm alertado que o cumprimento da lei será demasiado oneroso e prejudicará as suas exportações.

A Lei da Desflorestação é a primeira do género no mundo e pretende travar os cerca de 10% da desflorestação global associada ao consumo europeu de bens importados. Apesar da ambição, a medida tem sido alvo de forte contestação política e económica.

Nos Estados Unidos, a indústria da pasta e do papel exigiu isenções, enquanto países da União Europeia, como a Polónia e a Áustria, sustentam que os próprios produtores europeus não conseguem cumprir as exigências de rastreabilidade. Também a indústria de café, por exemplo, manifestou que teria dificuldades em cumprir os prazos.

 

 

 

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