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Lítio do Barroso com estudo de viabilidade definitivo previsto para julho e conformidade ambiental no final do ano

Assembleia anual da Savannah Resources destaca progressos realizados ao longo do ano de 2026. Objetivo é iniciar a construção do projeto em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

21 Mai 2026 - 15:59

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Prospeção de lítio | Foto: Savannah

Prospeção de lítio | Foto: Savannah

O estudo de viabilidade definitivo (DFS, na sigla em inglês) do Projeto Lítio do Barroso deverá estar concluído em julho e o processo de conformidade ambiental (RECAPE) deverá ser submetido no último trimestre de 2026, sublinhou nesta quinta-feira o presidente do Conselho de Administração da Savannah Resources, Rick Anthon, na abertura da assembleia geral anual, que decorreu em Londres.

Num encontro com acionistas, Rick Anthon destacou os marcos alcançados no decorrer do ano, que estão a colocar a empresa mais próxima do objetivo de se tornar um produtor de lítio “de relevância na Europa e contribuir para a transição energética através do desenvolvimento de uma nova indústria de longo prazo em Portugal”, segundo informa a empresa em comunicado.

Entre os marcos mais importantes desde o início do ano está a assinatura de um contrato de investimento com a AICEP, em janeiro de 2026, que prevê um apoio financeiro de até aproximadamente 110 milhões de euros. “Um contributo significativo para o financiamento da construção do Projeto Lítio do Barroso e um reconhecimento da sua importância nacional e europeia”, segundo a empresa.

A Savannah destaca também como positiva a nova servidão administrativa decretada no início de maio pelo Estado para prospeção de lítio em 24 parcelas. Medida que causou, entretanto, preocupação junto da autarquia de Boticas. “Quero começar por dizer, com toda a clareza, que esta é uma decisão que nos preocupa”, afirmou Guilherme Pires, presidente da Câmara de Boticas, na altura. “Estamos a falar de uma medida que afeta diretamente proprietários, agricultores e famílias de Covas do Barroso, impondo limitações ao uso de terrenos privados. E, por isso, não pode ser tratada como um simples procedimento administrativo”, salientou Guilherme Pires.

Também o partido PAN veio manifestar-se contra e, num projeto de resolução apresentado na Assembleia da República dias depois, veio recomendar ao Governo a suspensão da vigência do contrato de concessão da exploração da mina do Barroso, bem como a interrupção dos processos de licenciamento ambiental e de prospeção de lítio associados ao projeto ou a áreas circundantes ainda pendentes.

A empresa manifesta, porém, que mantém como objetivo iniciar a construção do projeto em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028, sujeito às aprovações e financiamentos necessários.

 

 

 

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