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Moeve é pioneira a certificar todo o ciclo de vida de um sistema de IA industrial
Empresa espanhola aposta em soluções de inteligência artificial certificadas, reforçando a sua estratégia para a transição energética até 2030.
13 Mar 2026 - 12:20
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Foto: Moeve
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Foto: Moeve
A Moeve dá mais um passo na sua estratégia para se tornar líder na transição energética até 2030, apostando em soluções de inteligência artificial (IA) certificadas em todo o ciclo de vida da sua operação industrial.
A empresa espanhola, que está a braços com uma fusão de ativos com a Galp em 2026, acaba de receber a certificação da Associação Espanhola de Normalização e Certificação (AENOR) para a norma ISO/IEC 42001.
Esta certificação destaca a abordagem estratégica da empresa no desenvolvimento e implementação de sistemas de IA em processos industriais. Segundo a empresa, esta certificação torna a Moeve a primeira empresa do setor energético a certificar todo o ciclo de vida de um sistema baseado em inteligência artificial implementado num contexto industrial.
“A IA já está a transformar e a impulsionar os principais projetos estratégicos da Moeve. Representa uma enorme oportunidade para acelerar os nossos objetivos, mas temos de garantir que é aplicada de forma governada, responsável e ética. Certificações como a que a AENOR nos atribui hoje demonstram que estamos no caminho certo”, sublinha David Liras, Chief Digital Information Officer da Moeve.
A norma recentemente pela associação espanhola certifica a implementação de um sistema de gestão de inteligência artificial que cumpre requisitos rigorosos de gestão e mitigação de riscos, controlo de qualidade, cibersegurança e proteção de dados. Estabelece igualmente políticas e mecanismos de governação para garantir a utilização responsável do sistema.
A Moeve destaca que esta certificação vai abranger todas as fases, desde a conceção, desenvolvimento, implementação e utilização. “Esta certificação abre caminho para que a tecnologia seja alargada aos processos atuais e futuros de produção de moléculas verdes, incluindo a central de biocombustíveis 2G da Moeve, atualmente em construção em Huelva, bem como o desenvolvimento do Vale Andaluz do Hidrogénio Verde”, refere no comunicado divulgado.
A empresa adianta que pretende tornar-se líder na transição energética até 2030 e está a prosseguir esse objetivo através de uma estratégia digital abrangente. Para além das suas parcerias nesta área, a promove a democratização da tecnologia com um enfoque digital verde e impulsiona a inovação digital em áreas como a computação quântica.
Recorde-se que a Moeve e a Galp esperam em meados de 2026 o acordo final para combinar os seus negócios de refinação e comercialização na Península Ibérica, processo que ainda depende de negociações finais e de autorizações regulatórias.
O acordo em discussão com a antiga Cepsa prevê a criação de duas plataformas empresariais separadas: uma dedicada ao retalho de combustíveis e mobilidade, que reunirá as redes de postos de abastecimento e será co-controlada pela Galp e pela Moeve, e uma plataforma industrial, focada em refinação, petroquímica, ‘trading’ e combustíveis de baixo carbono (como biocombustíveis e hidrogénio).
Nesta plataforma industrial, a Galp terá uma participação minoritária, superior a 20%, enquanto a maioria do capital ficará nas mãos dos acionistas da espanhola Moeve. Entre os ativos potencialmente integrados encontra-se a refinaria de Sines, considerada estratégica para o abastecimento energético nacional, algo que tem suscitado algumas críticas por parte de partidos da oposição e dos próprios trabalhadores da Galp.
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