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Nova unidade de biometano em Ferreira do Alentejo prevê investimento de 20 ME

O projeto, promovido pela FBG Ferreira do Alentejo Unipessoal, Lda., está em consulta pública até dia 25 de novembro. A instalação pode receber até 69.500 toneladas de bioresíduos por ano, incluindo chorume e estrume de vaca e bagaço de azeitona.

20 Out 2026 - 14:04

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Foto Freepik

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Uma nova unidade de produção de biometano prevista para o Parque Agroindustrial do Penique, na freguesia de Odivelas, em Ferreira do Alentejo, no distrito de Beja, deverá produzir cerca de 4,9 milhões de metros cúbicos normais (Nm³) de biometano por ano, num investimento de 20 milhões de euros.

O projeto, promovido pela FBG Ferreira do Alentejo Unipessoal, Lda., entrou nesta terça-feira em consulta pública, estando disponível para participação até dia ao 25 de novembro.

Segundo o Resumo Não Técnico do Estudo de Impacte Ambiental (EIA), consultado pelo Jornal PT Green, a unidade terá uma vida útil de 25 anos e produzirá anualmente 4.892.754 Nm³ de biometano, destinado à injeção na Rede Nacional de Distribuição de Gás Natural. A produção corresponde ao equivalente a 3.503 toneladas de biometano liquefeito.

A instalação terá capacidade para receber 69.500 toneladas de resíduos orgânicos por ano, incluindo chorume e estrume de vaca e bagaço de azeitona. O biometano será produzido através de digestão anaeróbia, seguindo-se os processos de purificação e liquefação.

Além do biometano, o projeto prevê a produção anual de 3.265 toneladas de digerido sólido e 61.587 toneladas de digerido líquido, subprodutos que poderão ser valorizados na agricultura, nomeadamente como fertilizantes ou corretivos orgânicos, desde que cumpram os requisitos aplicáveis.

A unidade ocupará uma área de intervenção de 2,1 hectares, dos quais 0,73 hectares correspondem à implantação efetiva, num parque destinado a atividades industriais e agroindustriais, junto à Estrada Nacional 2 e a cerca de oito quilómetros da vila de Ferreira do Alentejo.

Durante a fase de exploração, o tráfego associado à instalação deverá atingir 21 camiões por dia, podendo aumentar para 33 durante a campanha da azeitona. O estudo prevê ainda o transporte de água e de dióxido de carbono liquefeito.

Segundo o EIA, a área de implantação não abrange áreas sensíveis, tendo sido identificada uma habitação a 906 metros como o recetor sensível mais próximo. 

Assim, o estudo conclui que os impactes negativos são “pouco significativos a sem significância”, enquanto a produção de energia renovável e a valorização de resíduos através da economia circular constituem os principais benefícios identificados.

Nas conclusões do estudo, o promotor enquadra o projeto no Plano de Ação para o Biometano 2024-2040, no Plano Nacional de Energia e Clima 2030 (PNEC 2030) e na Lei de Bases do Clima. 

Segundo o Resumo Não Técnico do Estudo, realizado pelo grupo QUADRANTE, “a implementação do projeto constitui uma resposta operacional às prioridades estratégicas nacionais, reforçando a substituição progressiva do gás natural por biometano, (…) promovendo a descarbonização da economia e impulsionando a economia circular através da valorização energética e agrícola de resíduos biodegradáveis”.

O projeto prevê ainda a monitorização de fatores ambientais, incluindo o ruído, a qualidade do ar, os solos e as águas subterrâneas.

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