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Combate às alterações climáticas entre os quatro pilares da nova Estratégia para o Ártico

Enquanto regulador do clima global, a região influencia fenómenos que têm consequências muito para além das suas fronteiras, mas está a aquecer quase quatro vezes mais depressa do que a média mundial. Segurança, matérias primas críticas e defesa das suas comunidades completam os pilares da nova estratégia.

20 Out 2026 - 15:02

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Foto Pixabay

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A União Europeia vai reforçar a investigação, a observação e a monitorização do clima no Ártico para compreender melhor estas mudanças e apoiar respostas eficazes de combate às alterações climáticas.

O anúncio foi feito nesta terça-feira pela Comissão Europeia com o lançamento da nova Estratégia para o Ártico, que se baseia em quatro pilares. Reforçar a segurança e a resiliência no Ártico, promover a prosperidade e a segurança económica no território e criar oportunidades para as pessoas e comunidades dessa região são os outros três pilares.

“O Ártico é um dos lugares onde as placas tectónicas da geopolítica colidem. E não é uma fronteira que diga respeito apenas a outros. Faz parte da União Europeia. Três dos nossos Estados-membros são países do Ártico e mais de meio milhão de cidadãos da UE vivem na região”, começou por referir Úrsula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, ressaltando a integridade territorial e o acesso a matérias críticas como fatores que exigem a defesa da região.

“A segurança não é o único motivo que nos leva a agir. A nossa estratégia também diz respeito à economia. À medida que o Ártico se torna mais acessível, assume também uma importância crescente para a segurança económica da Europa: as matérias-primas críticas, essenciais para as nossas transições ecológica e digital; as novas rotas marítimas, que estão a transformar o comércio mundial; e as infraestruturas de conectividade, que determinarão o futuro da região”, referiu no seu discurso.

No caso das alterações climáticas, a nova estratégia inclui várias iniciativas, entre as quais a partilha de dados através do OceanEye, a nova iniciativa europeia de monitorização e observação dos oceanos. Esta iniciativa, segundo a CE, irá contribuir para melhorar as previsões climáticas, reforçar a segurança marítima e apoiar os esforços de adaptação às alterações climáticas.

Segundo a CE, a Ártico está a sofrer alterações climáticas de uma dimensão sem precedentes, aquecendo quase quatro vezes mais depressa do que a média mundial. Enquanto regulador do clima global, a região influencia fenómenos que têm consequências muito para além das suas fronteiras, incluindo a subida do nível do mar e a alteração dos padrões meteorológicos.

Estes efeitos fazem-se sentir diretamente em toda a Europa. Desde ondas de calor mortíferas até às alterações nos ecossistemas, a Europa está a aquecer ao dobro do ritmo global. “Para a Europa, as consequências são diretas. O aquecimento do Ártico está a contribuir para fenómenos meteorológicos mais extremos e persistentes em todo o nosso continente. Está também a alterar os nossos ecossistemas, a agricultura e os sistemas hídricos. É por isso que a nossa estratégia mantém uma forte aposta na proteção do ambiente do Ártico e no avanço da transição para energias limpas”.

 

 

 

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