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Objetivo de participação do Estado na REN “encontra-se concluído” alcançando 19%

Acordo com a Fidelidade para a aquisição de 5,3% da empresa eleva a participação na REN para 19%. O valor desta operação não foi divulgado.

12 Out 2026 - 08:00

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Foto REN

Foto REN

O Governo dá por concluído o objetivo de participação do Estado no capital da REN, após acordo com a Fidelidade para a aquisição de 5,3% da empresa, adiantou, num comunicado.

Na nota, o Ministério das Finanças destacou que no “sentido de alcançar o objetivo definido pelo Governo, a Parpública deu continuidade ao processo de aquisição, tendo negociado e alcançado um acordo com o Grupo Fidelidade para a aquisição da totalidade da sua participação no capital da REN, correspondente a 5,3%, elevando, assim, a participação do Estado para 19%”.

Assim, nesta fase, “o Governo entende que o objetivo de participação na REN encontra-se concluído”.

A tutela lembrou que “o Governo mandatou a Parpública para proceder à aquisição de até 20% do capital da REN”, tendo, em setembro, concluído “a aquisição à Pontegadea Inversiones, da totalidade da sua participação, correspondente a 13,7% do capital da REN”.

O valor desta operação não foi divulgado, à semelhança do que aconteceu inicialmente quando foi anunciada a compra da participação da sociedade de investimento de Amancio Ortega, fundador da Inditex, dona da Zara.

Porém, a documentação remetida ao Tribunal de Contas revelou posteriormente que o Estado pagou 389,8 milhões de euros pelos 13,7% da REN detidos pela Pontegadea, a um preço de 4,25 euros por ação.

O reforço, que está ainda sujeito ao visto do Tribunal de Contas, acontece depois de o Estado ter adquirido 13,7% da REN à Pontegadea Inversiones, sociedade de investimento de Amancio Ortega, fundador da Inditex, dona da Zara.

Em comunicado divulgado na sexta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a gestora das redes nacionais informou ter recebido uma comunicação da Fidelidade dando conta da celebração, na mesma data, de um contrato com a Parpública para a transmissão de 35.496.424 ações, representativas de cerca de 5,32% do capital social da empresa.

A quase totalidade da participação a vender é detida diretamente pela Fidelidade, com 35.176.796 ações, sendo as restantes detidas pelas suas participadas Via Directa, Fidelidade Re, Multicare e Fidelidade Assistência.

O preço representou um prémio de cerca de 15% face ao preço médio ponderado pelo volume das ações da REN nos seis meses anteriores, abaixo dos 17% a 20% inicialmente propostos pela sociedade de investimento de Amancio Ortega.

A compra à Fidelidade surge no âmbito da operação através da qual o Governo incumbiu a Parpública de adquirir até 20% do capital da REN, tendo a aquisição dos 13,7% à Pontegadea sido definida como uma “primeira fase”, segundo documentação remetida ao Tribunal de Contas no âmbito do processo de fiscalização prévia daquela aquisição.

O Tribunal de Contas deu visto à compra da participação da Pontegadea em 31 de agosto, tendo a operação sido concluída em setembro.

Com a conclusão da compra à Fidelidade, o Estado passará a deter cerca de 19% da REN, mantendo-se como segundo maior acionista, atrás da State Grid Corporation of China, que detém 25%. Entre os restantes acionistas com participações relevantes encontram-se as espanholas Corporación Masaveu e Redeia, ambas com cerca de 5%.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

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