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Renováveis asseguraram mais de 40% da energia elétrica da ilha do Corvo
Segundo a Empresa de Eletricidade dos Açores, este valor “reflete o contributo conjunto do Parque Eólico dos Cerrados das Vacas e do Parque Fotovoltaico do Pão de Açúcar".
27 Out 2026 - 16:25
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A energia renovável assegurou, em 09 de setembro, mais de 40% do consumo elétrico da ilha do Corvo, a mais pequena dos Açores, revelou hoje a Empresa de Eletricidade dos Açores (EDA).
Segundo a EDA, em 09 de setembro, entre as 12:00 e as 15:00, a energia renovável “assegurou mais de 40% do consumo elétrico da ilha, atingindo um pico de 46,3% às 14:00”.
A elétrica açoriana explica que este valor “reflete o contributo conjunto do Parque Eólico dos Cerrados das Vacas e do Parque Fotovoltaico do Pão de Açúcar”, infraestruturas construídas pela EDA Renováveis com recurso a capitais próprios e ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e que “estão a transformar o sistema energético da mais pequena ilha dos Açores”.
A EDA recorda que o parque fotovoltaico foi implementado em duas fases, cada uma com 75 kW de potência instalada em painéis e igual potência em inversores, perfazendo um total de 150 kW, com a sua potência final concretizada em dezembro de 2024.
O parque eólico, constituído por sete aerogeradores de 100 kW de potência cada, num total de 700 kW instalados, iniciou a sua operação em setembro de 2025.
Neste ano, contribuiu com cerca de 3% da energia consumida na ilha do Corvo, permitindo fechar o ano com uma quota de penetração de energia renovável de 9,33%.
“Os números mais recentes confirmam esta tendência. Nos primeiros oito meses de 2026, as fontes renováveis representaram 18,3% da eletricidade produzida no Corvo, praticamente o dobro da quota registada em 2025”, refere a EDA.
De acordo com a empresa, “além dos benefícios ambientais, esta evolução traduz-se numa redução do consumo de combustíveis fósseis”.
Tendo como referência os cerca de 500 mil litros de gasóleo utilizados anualmente para produção de eletricidade na ilha, uma quota renovável de 18% “poderá corresponder a uma poupança próxima dos 90 mil litros de combustível”, segundo a EDA.
A EDA vai prosseguir a estratégia de transição energética do Corvo com a instalação de uma plataforma inteligente de gestão da produção e, posteriormente, de um sistema de reserva rápida, baseado em baterias de lítio.
Com todos estes investimentos, prevê-se que a integração anual de energias renováveis possa futuramente exceder os 50%.
A EDA considera que “esta evolução permitirá maximizar o aproveitamento dos recursos renováveis disponíveis e, em determinados períodos, possibilitar o funcionamento da rede elétrica sem recurso aos grupos térmicos, contribuindo para o reforço da autonomia energética dos Açores”.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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