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Governo com “total disponibilidade” para criar condições que permitam à Galp desenvolver-se

Em reação ao desfecho do negócio que uniria negócios da Galp e da Moeve, os Ministérios do Ambiente e Energia e da Economia e Coesão salientam a “importância estratégica” da empresa para a economia e para a segurança energética do país.

27 Out 2026 - 15:27

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Foto Sara Matos MAEn

Man and woman sit in the cockpit of a small white airplane; the man looks down while the woman smiles in the right seat.

Foto Sara Matos MAEn

Após meses de negociação entre a Galp e a Moeve, entremeada com reações de vários elementos do Governo a sustentarem que iriam defender o interesse estratégico da refinaria de Sines para o país, o negócio entre as duas empresas caiu por terra nesta segunda-feira, por falha no alinhamento comercial.

Em reação à anulação do negócio que iria fundir as operações de refinaria e de comercialização e combustíveis das empresas, e que desde logo geraram críticas pela eventual passagem para mãos estrangeiras da única refinaria do país, o Governo refere nesta terça-feira que “mantém a total disponibilidade para criar condições que permitam à Galp continuar a investir, a gerar valor e a reforçar a competitividade da sua atividade em Portugal”.

Em resposta ao Jornal PT Green, os Ministérios do Ambiente e Energia e da Economia e Coesão referem que a Galp “tem uma importância estratégica para a economia e para a segurança energética do país”, pelo que continuará a acompanhar a sua evolução.

Na reação, os ministérios liderados por Maria da Graça Carvalho e por Manuel Castro Almeida declaram que ““é positivo que a empresa reafirme o compromisso com a transformação das suas atividades industriais e comerciais e destaque os projetos de hidrogénio verde e de biocombustíveis avançados em Sines. São investimentos relevantes para a descarbonização da indústria e para a afirmação de Portugal na transição energética”.

Recorde-se que nesta segunda-feira, a petrolífera portuguesa comunicou à Comissão de Mercados e Valores Mobiliários (CMVM) que não foi alcançado acordo entre a Galp e os acionistas da Moeve, a Mubadala Investment Company e o The Carlyle Group, após negociações prolongadas entre as partes.

“Após um período de negociações aprofundadas, marcado por um forte empenho das partes em explorar o potencial desta combinação, e apesar de todos os esforços desenvolvidos, não foi possível alcançar um acordo que permitisse concretizar uma oportunidade de elevado potencial para a criação de um grande operador europeu de downstream”, referiu Paula Amorim, presidente do Conselho de Administração da Galp. Acrescentando que “embora o racional estratégico subjacente à operação proposta continue a fazer sentido, as partes não conseguiram alcançar o alinhamento comercial necessário para estabelecer uma parceria duradoura e geradora de valor a longo prazo”.

De salientar que a Galp apresentou também nesta segunda-feira os seus resultados, tendo aumentado o lucro em 68% no terceiro trimestre, para 682 milhões de euros, impulsionada pelo crescimento da produção no Brasil, pelas exportações de produtos refinados e pela compra e venda de petróleo e gás nos mercados internacionais.

 

 

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