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Setembro de 2026 foi o segundo mais quente de sempre a nível mundial
Foi a primeira vez desde novembro de 2025 em que se registaram dois meses consecutivos com temperaturas superiores a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais. Europa Ocidental quebrou recorde de 2023, com temperaturas 2,51 °C acima da média.
12 Out 2026 - 13:09
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Setembro de 2026 foi o segundo mais quente de sempre a nível mundial, com uma temperatura média do ar à superfície de 16,27 °C, equivalente a 0,82 °C acima da média do período entre 1991 e 2020.
Segundo novos dados do Serviço de Alterações Climáticas do Copernicus (C3S), divulgados nesta segunda-feira, mostram ainda que a temperatura global ficou 1,63 °C acima da média estimada para o período pré-industrial.
Esta foi a primeira vez desde novembro de 2025 em que se registaram dois meses consecutivos com temperaturas superiores a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais. Setembro ficou, contudo, 0,11 °C abaixo do valor registado no mesmo mês de 2023, o mais quente de que há registo até ao momento.
Na Europa, a temperatura média das regiões terrestres atingiu 16,26 °C, mais 1,54 °C do que a média de setembro entre 1991 e 2020, tornando-o o terceiro setembro mais quente de sempre. No entanto, na Europa Ocidental, o mês igualou o recorde de 2023, com temperaturas 2,51 °C acima da média, na sequência do verão mais quente de que há registo na região.
“Estamos a atravessar uma nova sequência de meses com temperaturas superiores a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais, e é provável que esta situação se prolongue até 2027, com um El Niño intenso que continua a agravar-se”, afirma Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Alterações Climáticas do Copernicus, em comunicado.
O responsável considera que a ultrapassagem do limite de longo prazo estabelecido pelo Acordo de Paris é “apenas uma questão de tempo”, mas sublinha que a dimensão dessa ultrapassagem e a sua duração continuam a depender das decisões tomadas.
A temperatura média da superfície do mar nos oceanos atingiu 21,05 °C em setembro, o valor mais elevado de que há registo para este mês. O anterior recorde, de 20,92 °C, tinha sido registado em setembro de 2023.
No Pacífico tropical, as temperaturas mantiveram-se “excecionalmente elevadas”, num contexto de intensificação do fenómeno El Niño, que deverá agravar-se nos próximos meses.
As temperaturas da superfície do mar atingiram valores recorde para setembro também na costa atlântica europeia e no Mediterrâneo Ocidental, contribuindo para as temperaturas elevadas nas regiões costeiras.
A Europa manteve as condições secas que marcaram o verão, com a seca a afetar grande parte das regiões Ocidental e Central e algumas zonas da Europa Oriental. Em comparação com agosto, a situação agravou-se ou alastrou a partes da Península Ibérica, França, Itália, Balcãs Ocidentais e Grécia.
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