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DECO desafia autarquias a combater pobreza energética
Terceira edição dos Prémios DECO Municípios e Autarquias foca-se na justiça climática local. Candidaturas estão abertas até dia 31 de março. Vencedores serão conhecidos em maio.
15 Mar 2026 - 15:27
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Foto: Freepik
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A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) lança a terceira edição dos Prémios DECO Municípios e Autarquias, desafiando câmaras municipais e juntas de freguesia a apresentarem projetos que promovam comunidades mais resilientes, verdes e energeticamente eficientes.
A iniciativa destaca a importância do poder local como agente decisivo na transição energética e na justiça climática.
Num contexto de instabilidade e aumento dos preços da energia, agravados pelo conflito no Irão, a DECO reforça que as autarquias devem acelerar soluções de eficiência energética para proteger os cidadãos e combater a pobreza energética.
Nesta edição, os prémios apresentam uma nova imagem e oito categorias: Habitação e Espaço Público, Bem-estar e Saúde Mental, Turismo, Políticas Verdes e Energia, Tecnologia e Inovação, Educação e Juventude, Imigração, Inclusão e Diversidade e Cultura e Lazer.
As candidaturas podem ser submetidas até 31 de março através do site da iniciativa e serão avaliadas por um júri multidisciplinar, com os vencedores a serem anunciados em maio.
Segundo André Regueiro, coordenador do Departamento de Parcerias e Desenvolvimento da DECO, “uma transição energética justa só é possível se todos os cidadãos tiverem acesso a energia limpa, acessível e segura”. Por isso, esta edição foca-se na justiça climática local, mais do que na simples pegada ecológica.
A associação destaca que, segundo dados recentes, o consumo sustentável e a eficiência energética são indissociáveis do bem-estar das populações, sendo a liderança local neste domínio “decisiva para o cumprimento dos objetivos de neutralidade carbónica até 2050”.
Para a DECO, a transição energética só é eficaz se for inclusiva. “Estamos muito conscientes do papel das autarquias no que diz respeito à transição energética e, por isso mesmo, nesta edição dos prémios temos uma categoria totalmente dedicada a este tipo de
projetos: “Políticas Verdes e Energia”, explica André Regueiro, sublinhando que “o objetivo passa por reconhecer quem coloca o cidadão no centro das políticas ambientais, promovendo soluções que combatam a pobreza energética e que regenerem o espaço público com foco na sustentabilidade”.
Como exemplo do impacto direto da ação local, a edição anterior dos Prémios DECO destacou o município de Braga pelo projeto de neutralidade carbónica “Mapa de Potencial Solar e Bio-Roofs de Braga”. A autarquia desenvolveu uma plataforma inovadora que permite aos munícipes simular, de forma simples, o potencial solar dos seus edifícios, quantificando o investimento necessário, o tempo de retorno e a poupança anual obtida com a instalação de painéis fotovoltaicos ou coberturas verdes. “Este é o tipo de boa prática que queremos ver replicada: tecnologia que empodera o consumidor a tomar decisões sustentáveis com base em dados financeiros reais”, conclui André Regueiro.
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