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Fusão nuclear passa ao lado das guerras e une cientistas em novo acordo
ITER e Instituto Kurchatov assinam acordo que reforça o intercâmbio internacional em investigação de fusão nuclear, formação de jovens investigadores e desenvolvimento conjunto de projetos.
16 Jun 2026 - 09:31
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Mikhail Kovalchuk presidente do Instituto Kurchatov e Pietro Barabaschi diretor-geral do ITER | Foto: ITER
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Mikhail Kovalchuk presidente do Instituto Kurchatov e Pietro Barabaschi diretor-geral do ITER | Foto: ITER
O projeto ITER e o Instituto Kurchatov assinaram um novo acordo de cooperação científica e técnica que prevê o reforço do intercâmbio de informação, a realização de programas de investigação conjuntos e a formação de jovens cientistas e engenheiros.
O acordo inclui ainda a supervisão conjunta de trabalhos de doutoramento e a colaboração em áreas ligadas à investigação em fusão nuclear, uma tecnologia considerada promissora para a produção de energia limpa no futuro.
A assinatura decorreu em São Petersburgo, na Rússia, no início de junho, no âmbito de uma visita oficial do diretor-geral do ITER à Rússia agora divulgada, onde foram discutidos temas relacionados com infraestruturas científicas e cooperação internacional.
Segundo o comunicado do ITER – o maior projeto internacional de investigação em fusão nuclear que está a ser construído em França e envolve 35 países – o Instituto Kurchatov “ocupa um lugar especial na história da investigação em fusão nuclear”, tendo desenvolvido o primeiro ‘tokamak’ na década de 1950. Reforçando ainda que, ao longo das décadas, tem contribuído para o avanço desta área científica e para o desenvolvimento de tecnologias utilizadas em projetos internacionais como o ITER.
O ‘tokamak’ é um dispositivo experimental em forma de anel que usa campos magnéticos para confinar plasma a elevadas temperaturas, com o objetivo de estudar a fusão nuclear”.
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