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Nova iniciativa vai promover tecnologias nucleares aplicadas ao setor marítimo
Agência Internacional de Energia Atómica quer promover desde pequenos reatores modulares para o transporte marítimo até centrais nucleares flutuantes.
31 Ago 2026 - 12:49
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Foto: Magnific
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A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) acaba de lançar uma nova iniciativa global que visa promover a utilização de tecnologias nucleares no setor marítimo. Denominada ATLAS (Atomic Technologies Licensed for Applications at Sea), a iniciativa visa incentivar o debate e a aplicação de tecnologias, desde pequenos reatores modulares para o transporte marítimo até centrais nucleares flutuantes, em sistemas de energia offshore, bem como os enquadramentos necessários para garantir a sua implementação “de forma segura, protegida e responsável”, segundo explica em comunicado.
À medida que se intensificam os esforços globais para inovar no setor marítimo, as tecnologias nucleares, incluindo os pequenos reatores modulares (SMR, na sigla inglesa), são cada vez mais consideradas soluções viáveis.
“Os SMR têm potencial para fornecer energia a navios civis sem emissões operacionais, permitindo às embarcações navegar durante mais tempo e a maiores distâncias sem necessidade de reabastecimentos frequentes. Para além do transporte marítimo, as tecnologias nucleares avançadas poderão apoiar centrais nucleares flutuantes (FNPP), fornecendo eletricidade e calor a comunidades costeiras e à indústria, bem como permitindo a produção de combustíveis alternativos, como o hidrogénio”, refere a AIEA.
À organização caberá reunir as partes interessadas para criar um enquadramento que promova o desenvolvimento e a implementação de aplicações nucleares pacíficas no mar.
A AIEA é também responsável pela aplicação de salvaguardas às tecnologias nucleares marítimas, em conformidade com os acordos de salvaguardas celebrados com os Estados-membros.
“A energia nuclear está a emergir rapidamente como um potencial fator de mudança tanto para o transporte marítimo como para as indústrias offshore”, afirma o diretor-geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi. E acrescenta: “Oferece uma oportunidade sem precedentes: não só poderá permitir que os navios naveguem de forma limpa, durante mais tempo e a maiores distâncias, sem reabastecimentos frequentes, como a elevada densidade energética dos pequenos reatores modulares proporciona energia limpa para uma vasta gama de operações. É precisamente este tipo de solução de que precisamos urgentemente para concretizar uma verdadeira e duradoura transformação do transporte marítimo e de outros setores”.
A iniciativa ATLAS será impulsionada por parcerias a nível mundial.
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