2 min leitura
Porto de Roterdão lança primeira obrigação de captura de carbono do mundo
Obrigação destina-se a financiar o projeto Porthos, uma infraestrutura para a recolha, transporte e armazenamento permanente de CO₂. A seguradora japonesa Dai ichi Life liderou o investimento ao adquirir 52% da emissão por 26 milhões de euros.
26 Dez 2025 - 14:04
2 min leitura
Foto: Porthos
- Águas do Alentejo investe 1,8 ME em produção fotovoltaica
- Governo disponibiliza 10 milhões para apoio à aquisição de veículos elétricos
- UE reforça mecanismo de estabilidade do mercado de carbono para reduzir volatilidade no ETS2
- Portugal ativa cláusula de salvaguarda da UE para acomodar aumento das despesas energéticas
- Comunidade de energia da INDAQUA Matosinhos irá evitar a emissão de 49 toneladas de CO2 por ano
- Repsol vende 49,99% da sua carteira de renováveis à Masdar
Foto: Porthos
O Porto de Roterdão, o maior hub logístico e industrial da Europa, emitiu o primeiro Carbon Capture and Storage Bond (CCS Bond) do mundo, destinado exclusivamente ao financiamento de projetos de captura e armazenamento de carbono.
O investimento pioneiro foi liderado pela seguradora japonesa Dai‑ichi Life Insurance Company, Limited, que aplicou aproximadamente 26 milhões de euros nesta emissão, representativos de 52% do total do Carbon Capture and Storage Bond, refere a seguradora em comunicado.
A obrigação destina-se a financiar o projeto Porthos, uma infraestrutura partilhada para a recolha, transporte e armazenamento permanente de CO₂ emitido por empresas situadas na área portuária. O CO₂ será armazenado em campos de gás esgotados no Mar do Norte.
O projeto visa capturar cerca de 2,5 milhões de toneladas de CO₂ por ano durante 15 anos, sendo que a capacidade total da conduta terrestre permite transportar até 10 milhões de toneladas anuais, possibilitando futuras expansões de captura de carbono.
O Porthos destina-se a emissões de hidrogénio azul e de processos industriais, como refinarias de petróleo e indústrias químicas, adotando um modelo de acesso aberto, permitindo que múltiplas empresas utilizem a infraestrutura como recurso comum. Esta tecnologia é considerada essencial para reduzir emissões em setores onde cortes significativos são difíceis de alcançar e é apontada como vital para atingir a meta de neutralidade carbónica até 2050.
“Muitos dos nossos investimentos reduzem diretamente as emissões de CO₂, como a construção da infraestrutura de condutas de CO₂ para o projeto Porthos. A nossa colaboração com a Dai‑ichi Life permite-nos concretizar este tipo de projetos de descarbonização e construir um porto preparado para o futuro”, refere a CFO do Porto de Roterdão, Vivienne de Leeuw, no comunicado divulgado pela seguradora japonesa.
- Águas do Alentejo investe 1,8 ME em produção fotovoltaica
- Governo disponibiliza 10 milhões para apoio à aquisição de veículos elétricos
- UE reforça mecanismo de estabilidade do mercado de carbono para reduzir volatilidade no ETS2
- Portugal ativa cláusula de salvaguarda da UE para acomodar aumento das despesas energéticas
- Comunidade de energia da INDAQUA Matosinhos irá evitar a emissão de 49 toneladas de CO2 por ano
- Repsol vende 49,99% da sua carteira de renováveis à Masdar