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Trump prepara recuo nas regras de emissões de metano da indústria de petróleo e gás

Revogação das normas ambientais adotadas durante a Presidência de Joe Biden poderá gerar uma poupança de 45 mil milhões de dólares para o setor, segundo a Agência de Proteção do Ambiente dos EUA.

28 Out 2026 - 08:46

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Donal Trump | Foto Gage SkidmoreWikimedia

Donal Trump | Foto Gage SkidmoreWikimedia

Donald Trump deve anunciar nesta quarta-feira o seu projeto para revogar um conjunto de regras que limitam as emissões de metano, um gás com efeito extremamente poluente, no setor do gás e do petróleo.

O anúncio deve ser feito durante um comício, no Estado do Texas, de apoio a um candidato ao Senado. Este Estado é o maior produtor de energia fóssil nos EUA.

A Agência de Proteção de Ambiente (EPA, na sigla em Inglês), que manteve o nome, estimara em outubro que a revogação destas regras, em vigor desde a Presidência de Joe Biden, permitiria uma poupança de 45 mil milhões de dólares, sem detalhar.

“As pessoas devem ser capazes de aquecer a sua casa no inverno e de atestar para irem trabalhar. Não o podem fazer quando os que produzem a energia são sobrecarregados com obrigações inúteis”, disse o seu diretor, Lee Zeldin.

O metano é um gás com efeito de estufa extremamente poluente e o segundo contribuidor para a rutura climática depois do dióxido de carbono (CO2). Tem um poder de aquecimento muito superior ao do CO2, mas uma duração de vida mais curta.

Na indústria de gás e petróleo, as emissões de metano ocorrem em todas as etapas da cadeia, da extração à distribuição.

A EPA “dá às empresas de petróleo e gás exatamente o que querem desde há muito: normas sobre o metano facultativas, para afirmar que são controladas, ao mesmo tempo que continuam a deixar escapar e escapar quantidades perigosas” de metano, denunciou Julia Kane, investigadora da Fieldnotes.

Os EUA são o maior emissor de metano do mundo, segundo a Agência Internacional de Energia.

Com a nova política, seria suprimido, por exemplo, um programa que permite a observadores assinalarem grandes fugas de metano ou reduzir as regras que enquadram os poços que produzem menos do que o equivalente a 15 barris de petróleo por dia.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

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