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Indústria quer aço no “Made in Europe” e defende âmbito geográfico restrito

Plano europeu visa estabelecer limites mínimos para produção de componentes para setores estratégicos, incluindo baterias, energia solar e eólica e também energia nuclear.

26 Fev 2026 - 13:46

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Foto: Freepik

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A indústria siderúrgica europeia quer integrar o aço no “Made in Europe”, o plano a ser apresentado pela Comissão Europeia (CE) para estabelecer limites mínimos para produção de componentes para setores estratégicos, incluindo baterias, energia solar, eólica e nuclear. Além disso, defende que o plano seja de âmbito geográfico restrito, nomeadamente, que apenas vizinhos próximos, como Reino Unido e Noruega, sejam incluídos, segundo avança a agência Reuters.

O diploma prevê a introdução de critérios que favoreçam produtos fabricados na Europa quando houver financiamento público envolvido. No entanto, ainda não está claro se o aço de baixo carbono será integrado.

O plano deveria ter sido apresentado esta semana, mas foi adiado devido a divergências sobre o alcance geográfico das medidas.

Países como Noruega, Islândia e Liechtenstein, membros do mercado único europeu, deverão ser incluídos. Segundo Axel Eggert, diretor-geral da associação europeia do setor siderúrgico Eurofer, o alargamento deve limitar-se a países com sistemas semelhantes ao da UE.

“Concordo que se incluam países com um sistema muito semelhante ao da União Europeia. Não tenho problema com o Reino Unido, mas não se podem incluir todos os países com acordos de comércio livre”, afirmou à Reuters. Eggert defendeu que regiões como Médio Oriente/Norte de África, Índia, Indonésia e Vietname devem ficar de fora, por considerar que estes países “criam sobrecapacidade” e não descarbonizam ao ritmo exigido na UE.

Por outro lado, fabricantes automóveis e outras indústrias têm apelado a que as regras tenham em conta países integrados nas suas cadeias de abastecimento, como o Reino Unido e a Turquia.

Eggert destacou ainda que países como a Índia, China e EUA compram em grande escala a nível nacional para toda a produção. “Aqui estamos apenas a falar de aço de baixo carbono. Se queremos impulsionar o investimento na descarbonização, então o aço também tem de ser incluído”, concluiu.

 

 

 

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