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UE cede e deixa cair proibição de venda de carros com motores a combustão a partir de 2035
Vai haver uma flexibilização das regras, segundo avança o presidente do Partido Popular Europeu, Manfred Weber.
12 Dez 2025 - 10:46
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Foto Freepik
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Os planos da União Europeia para proibir efetivamente a venda de novos carros com motores a combustão a partir de 2035 foram abandonados. A informação foi avançada por Manfred Weber, presidente do Partido Popular Europeu, em exclusivo ao jornal alemão Bild.
“Para novos registos a partir de 2035, passará a ser obrigatória uma redução de 90% das emissões de CO₂ nas metas das frotas dos fabricantes de automóveis, em vez de 100%. Também a partir de 2040 não haverá uma meta de 100%. Assim, a proibição tecnológica dos motores de combustão fica fora da mesa. Todos os motores atualmente fabricados na Alemanha poderão continuar a ser produzidos e vendidos”, referiu o líder do maior grupo parlamentar do Parlamento Europeu.
Desta forma, é afastada a “proibição tecnológica” que estava em cima da mesa e permite que os motores de combustão continuem a ser produzidos e comercializados após 2035. Esta era uma reivindicação do setor automóvel que alegava estar a ser prejudicado por estas obrigatoriedades num momento de grande pressão concorrencial, sobretudo vindo da China.
Weber sublinha ainda que esta decisão envia um sinal importante para a indústria automóvel europeia, que tem manifestado preocupações quanto ao impacto económico e laboral de uma transição demasiado acelerada para os veículos totalmente elétricos.
Recorde-se que o chanceler alemão, Friedrich Merz, já havia pedido formalmente à Comissão Europeia para manter abertas as opções tecnológicas para a indústria automóvel além do previsto fim da venda de novos carros com motores a combustão em 2035. “Trata-se, acima de tudo, de conseguir uma boa compatibilidade entre a competitividade e as exigências que colocamos à proteção do clima”, afirmou Merz na altura.
Também o o presidente da Stellantis, John Elkann, advertiu que a indústria automóvel europeia poderá enfrentar um “declínio irreversível” caso a União Europeia não suavize as regras de redução de emissões de carbono. Elkann defende maior flexibilidade nas metas ambientais para permitir aos construtores manter a competitividade e acompanhar a transição energética sem comprometer a produção.
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