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Volkswagen multada no Brasil por infração em testes de emissões poluentes
Fabricante alemã foi sancionada em 2,5 milhões de euros por utilizar software para contornar testes ambientais em mais de 17 mil veículos Amarok vendidos no país.
12 Mai 2026 - 08:13
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A justiça do Brasil multou a fabricante automóvel alemã Volkswagen em 15 milhões de reais (2,5 milhões de euros) por contornar as normas ambientais, anunciou o Ministério Público (MP).
A Volkswagen instalou um programa em alguns dos veículos que fabricou entre 2011 e 2012 para contornar os testes de emissões, disse o MP, na segunda-feira, ao explicar a decisão judicial, que ainda pode ser alvo de recurso.
Aliás, o MP, que apresentou a acusação contra a empresa, informou que recorreu da decisão judicial, solicitando a duplicação da coima.
O programa era capaz de identificar quando os veículos estavam a ser testados e, consequentemente, reduzir os níveis de emissões para cumprir a legislação brasileira.
Segundo o MP, o esquema permitiu à Volkswagen vender mais de 17 mil carrinhas de caixa aberta Amarok que emitiam aproximadamente 1,1 gramas de óxido de azoto por quilómetro (g/km), ultrapassando o limite legal de 1 g/km.
No passado, a Volkswagen já foi alvo de multas substanciais na Europa e nos Estados Unidos por manipular motores de veículos a diesel, incluindo para alterar os resultados dos testes ambientais.
Em fevereiro, o MP francês disse que a construtora alemã vai responder judicialmente em França no âmbito do escândalo Dieselgate, acusado de fraude por vender veículos equipados com dispositivos que manipulavam os testes de emissões.
Trata-se do primeiro caso conhecido, embora o MP francês também tenha solicitado processos contra a Peugeot-Citroën, Renault e Fiat Chrysler. A audiência de fixação de datas está marcada para 18 de dezembro.
Os factos imputados à Volkswagen pelo MP francês ocorreram entre 2009 e 2016, envolvendo cerca de um milhão de veículos Diesel EA189 TDI 1,2, 1,6 e 2 litros das marcas Volkswagen, Volkswagen utilitário, Seat, Audi e Skoda.
A empresa é suspeita de ter comercializado veículos equipados com um dispositivo que detetava os testes de homologação e melhorava sistematicamente o desempenho do sistema de controlo de emissões, permitindo cumprir os limites regulamentares e obter a homologação.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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