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Volta ultrapassa 500 milhões de garrafas devolvidas em seis meses

A SDR conta com 3 mil pontos Volta, localizados em super e hipermercados, em todo o país, e 50 quiosques Volta para a devolução de maiores quantidades de embalagens, cuja autorização depende dos municípios.

19 Out 2026 - 12:18

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Foto Volta

Autor

Maria Almendra Carvalho

Jornalista estagiária

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Row of blue Volta recycling kiosks with screens and bottle graphics, displaying the slogan 'Toma lá Dá cá' in a bright showroom.

Foto Volta

O sistema de depósito e reembolso de embalagens de bebidas de uso único, Volta, já recolheu mais de 500 milhões de garrafas e latas, desde o seu arranque, em abril deste ano, segundo a plataforma da SDR, entidade gestora do sistema. 

Atualmente, a SDR conta com 3 mil pontos Volta (recolha automática), localizados em super e hipermercados, em todo o país, e 50 quiosques Volta para a devolução de maiores quantidades de embalagens, cuja autorização depende dos municípios. 

O sistema Volta permite aos consumidores recuperarem o valor de depósito de 10 cêntimos por embalagem pago no ato da compra de garrafas e latas de uso único, de plástico e metal e com capacidade inferior a três litros, mediante a sua devolução nos pontos existentes para o efeito. 

A SDR Portugal disponibiliza ainda um serviço de Levantamento Direto para cafés, restaurantes, hotéis e outros estabelecimentos que acumulem grandes quantidades de embalagens.

Ao longo destes seis meses, o sistema tem sido alvo de duras críticas por parte de autarcas, associações e utilizadores, com mais de 37 mil cidadãos a assinar uma petição pública pelo fim do sistema. Na petição, os assinantes pedem a sua substituição por um modelo “transparente, justo e verdadeiramente ambiental”. 

Outra das críticas ao sistema de depósito e reembolso está associada à prática de “recolha informal” de garrafas e embalagens descartadas nos caixotes do lixo da via pública, provocando o depósito de lixo no chão das cidades. 

O presidente da Câmara Municipal, Carlos Moedas, levou o tema a Bruxelas na semana passada e voltou a pedir a reestruturação do sistema, após já ter instado a ministra do Ambiente e Energia a suspender a iniciativa, no início de setembro.

Em resposta, Maria da Graça Carvalho rejeitou terminar com o Volta, reforçando que este “é obrigatório a nível europeu” e “um instrumento muito importante para reutilizar o plástico”.

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