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WWF investe 100 mil euros para recuperação de Mata Nacional na Nazaré afetada pelas tempestades
A intervenção vai prolongar-se até maio do próximo ano, com ações como a eliminação de espécies invasoras e a plantação de espécies autóctones “mais resilientes ao fogo e às alterações climáticas”.
27 Out 2026 - 18:00
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Foto Facebook do Município de Alcácer do Sal
A organização ambiental WWF está a restaurar 25 hectares da Mata Nacional do Valado, no concelho da Nazaré, num investimento de 100 mil euros de recuperação da área afetada pela depressão Kristin.
O projeto, iniciado em maio, visa implementar uma intervenção urgente de gestão florestal e restauro ecológico na Mata do Valado dos Frades e na base do Monte de São Bartolomeu, reconhecido pelos promotores, a WWF – Fundo Mundial para a Natureza (World Wide Fund for Nature Inc., em inglês), como “uma verdadeira ilha de biodiversidade”.
A intervenção, numa área de 25 hectares, que na sequência da tempestade Kristin (em janeiro deste ano) sofreu danos significativos com a queda de árvores, “partiu de uma proposta do Lidl Portugal”, explicou hoje a diretora executiva da WWF Portugal, Ângela Morgado, na apresentação do projeto orçado em 100 mil euros, financiados por esta cadeia de supermercados.
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O restauro foi iniciado em maio deste ano, com a remoção de material lenhoso e a recuperação de trilhos de visitação ao Monte de São Bartolomeu, onde anualmente se realiza a romaria e tradicional festa de S. Brás (em 03 de fevereiro), que marca o arranque do Carnaval na Nazaré, no distrito de Leiria.
A intervenção vai prolongar-se até maio do próximo ano, com ações que passarão pela eliminação de espécies invasoras (como a acácia e o chorão) e a plantação de espécies autóctones “mais resilientes ao fogo e às alterações climáticas”, explicaram técnicos da WWF.
A plantação irá incidir em espécies como pinheiro-bravo, medronheiro, carrasco e aderno, entre outras.
O projeto insere-se na iniciativa D-Evolução, promovida pela WWF Portugal, em parceria com entidades e empresas que apoiam o financiamento de intervenções de restauro ambiental e regeneração de ecossistemas em vários locais do país.
“Essa iniciativa identificou áreas prioritárias para restauro”, disse à agência Lusa Ângela Morgado, admitindo que, através dela, este organismos “pretende também dar uma indicação ao Governo de que está ocupado com o Plano Nacional de Restauro, sobre áreas prioritárias para intervencionar”.
De acordo com a mesma responsável, a WWF tem atualmente em curso “um projeto no Parque Nacional Peneda Gerês”, onde o financiamento de várias empresas está a possibilitar a intervenção “em mais de 40 hectares”, num investimento que ronda “os 400 mil euros”.
Na Serra do Caldeirão, onde já existia um projeto de restauro financiado por uma fundação dos Estados Unidos, a WWF lançou “com a Brisa e com um doador individual, uma fundação, um outro projeto de restauro”, no valor de 120 mil euros.
Com o mesmo valor de investimento, mas com objetivos e métodos diferentes, a WWF está a desenvolver um projeto no Estuário do Tejo, com a duração de dois anos, baseado “numa lógica de implementar instalações feitas a partir de carrinhos antigos de supermercado, que o Lidl cedeu, para a fixação de populações de cavalos-marinhos”, explicou Ângela Morgado.
Ainda no rescaldo dos danos provocados pelas tempestades do início do ano, a WWF vai avançar, em breve, com um projeto de recuperação na Serra do Montejunto, divulgou a mesma responsável.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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